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Judaísmo messiânico é reconhecido oficialmente em Israel

Saiu na Charisma Magazine: charisma

“Duas propostas de lei tramitavam no Knesset para tornar a prática do Judaísmo Messiânico ilegal em Israel. Ambas não passaram e os responsáveis por isso, em grande parte, foram os membros de uma coalizão chamada Comitê de Ação Messiânica (Messianic Action Committee – MAC), que liderou a luta contra estes dois projetos de lei. Agora, o Judaísmo Messiânico é considerado tão legítimo pelo governo de Israel quanto qualquer outra forma de Judaísmo: ortodoxo, conservador, reformista ou reconstrucionista”.

Apesar de não ser e não pertencer ao Judaísmo Messiânico, eu sempre o considerei Legítimo, e esta lei aprovada pelo Estado de Israel é muito importante e deverá mudar muitas coisas e aumentar o ódio da Érev Rav.

A velha retórica deles de que “Isto (se referindo ao Judaísmo Messiânico) jamais será aceito”. Ou as velhas acusações e comparações criminosas e xingamentos do tipo “mesatânicos, missigélicos nojentos, ladrões de símbolos judaicos (símbolos que aliás que são comprados em lojas judaicas 100% Kasher)”, agora deverá ser parada. Se antes já era crime tal xenofobia, racismo e preconceito, agora então a coisa deverá ficar mais séria.

Em 2003, quando nossa Qehilah Aisha Ha´Ór estava no auge, e depois de conseguirmos formar nosso Minian, seis meses após, entrei em contato com a FISESP para pedir a filiação ao Rol de Federadas desta Organização. Logo que fui atendido deu-se inicio à inquisição: “Vocês são messiânicos? Não (respondi)! nós somos um grupo de marranos, judeus anussim, possuímos um Minian. Não (foi-me dito)! vocês não são judeus, vocês são messiânicos! Não (asseverei)! não somos! somos circuncisos de acordo com a Torah, e a Guemará do Talmud Bavlí afirma que somos judeus por causa da Brit Milá. Não (disseram-me novamente)! vocês não são judeus! Mas (perguntei) nossa filiação pode ser aceita? Não (resposta) isto é impossível!”.

É claro que na época eu não conhecia a Lei e nem tinha conhecimento da Constituição (que vergonha), mas é certo que nossa filiação poderia ser negada por motivos outros (desde que não ferissem o Código Penal e nem os Direitos Humanos), menos por xenofobia, preconceito ou racismo, o que ficou claro. Era o nosso direito mover o Ministério Público neste caso, mas como não sabiamos acabamos por desistir e esquecer o caso.

Com a aceitação do Estado de Isra´El do Judaísmo Messiânico como Judaísmo legitimo, qualquer Sinagoga ou Qehiláh Messiânica, desde que devidamente registrada no Governo Federal, possuidora de CNPJ e não possuindo seus fundadores antecedentes criminais, poderá requerer sua filiação às “entidades federativas judias” no Brasil inteiro , e se tal pedido for negado, deverá o ser por outro motivo que não xenofobia, preconceito de qualquer tipo ou racismo.

Está na hora dos Judeus Messiânicos saírem da sombra do “D´us fará justiça” e agirem e fazerem valer a Constituição Brasileira e o Código Penal.

Está noticia da aceitação do Estado de Israel do Judaísmo Messiânico como “JUDAISMO LEGÍTIMO” é e será muito bom também para Nós Judeus Anussim, que devemos continuar a luta por nossa causa, recusando-nos à conversão como fizerem os Judeus Messiânicos que não deram passos para trás, mas continuaram até que o Estado de Israel os aceitasse como uma “Prática Legítima”.

Para ver a notícia original na Charisma Magazine, clique no link a seguir:
charisma

fonte: judaismo do deserto

Seria isso o cumprimento das ultimas profecias de Israel?

“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele,(Yeshua) como se chora amargamente pelo primogênito”

Shalom!

5 LIÇÕES SOBRE A LEI DO ETERNO

Introdução

Porque a lei não é vivida?

  • Muitos concordam que a Bíblia deve ser seguida e não apenas lida.
  • A Bíblia possui muitos livros mas apenas o Novo Testamento é usado como prática de fé.
  • A justificativa: Yeshua teria abolido a lei. Sha’ul (Paulo) afirma que a lei é escravidão.
  • Diz-se que a pessoa que crer em Yeshua tem liberdade

LIÇÃO 1:

  • A Bíblia afirma que Yeshua não aboliu a lei:

“Não penseis que vim abolir a lei ou os profetas; não vim para abolir mas para torna-los plenos.” (Mt. 5:17)

  • A Bíblia diz que a lei é eterna:

“As obras das suas mãos são verdade e juízo, seguro todos os seus mandamentos. Permanecem firmes para todo sempre…” (Sl. 111: 7-8)

  • A Bíblia mostra a lei sendo cumprida no final dos tempos:

“E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jeruslém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tarbenaculos.” (Zc. 14:16)

LIÇÃO 2:

  • A bíblia fala de diversas leis. Exemplos:
  • A lei do Eterno: Rm 7:22
  • A lei do pecado: Rm 7:23
  • A lei religiosa de homens: Mt 15:9
  • A lei do governo: At 17:7

Lição 3:

A lei Judaica:

Poucos sabem, mas a lei judaica não é a mesma coisa que lei mosaica.

“Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído…” (Is 29:13)

O testemunho do historiador Flávio Josefo:

“O que eu agora explico é isto, que os fariseus têm conduzido as pessoas a um grande número de observâncias pela sucessão de seus pais, que não estão escritas na lei de Moisés; e por esta razão os Saduceus os rejeitam e dizem que nós devemos considerar apenas observâncias que sejam obrigatórias, as quais estão na palavra escrita, mas não devemos observar as que se derivam da tradição de nossos pais.” (Antiguidades 13:10:6)

Breve descritivo da composição da lei judaica

  • Mitsvot d’Oraita: Mandamentos escritos (Lei Mosaica)
  • Ma’assim: Obras da Lei
  • Mitsvot d’Rabanan: Mandamentos de Rabinos
  • Minhaguim: Costumes
  • Guezeirot: Leis de Cerca
  • Halahot: Interpretações e Aplicações

A lei mosaica (bíblica) representa menos de 10% da lei judaica.

Lição 4

Os opositores de Paulo:

Paulo diz:

“…se vos deixardes circuncidar, o Messias de nada vos aproveitará.” (Gl. 5:2)

Porém o mesmo Paulo circuncida Timóteo em At. 16:1-3!

  • Para entender Paulo, é preciso conhecer seus opositores:

“Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos:  Se não vos circuncidardes  conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.” (At.15:1 )

Conclusão: Paulo era contra o acréscimo (anti-bíblico) da tradição, e não contra a prática da circuncisão em si.

“…Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei…” (Gl. 3:10)

  • O que eram as “obras da lei”?

O manuscrito do Mar Morto 4QMMT (Algumas obras da lei):

Adendo de ritos cerimoniais para “proteger” a Lei e o Templo

“Em toda antiguidade somente o Manifesto Sectário (4QMMT) e as cartas de Paulo aos Gálatas e aos Romanos discutem a conexão entre obras e retidão. Só por esta razão, esse escrito é de imenso interesse e importância.” (Michael Wise, “The Dead Sea Scrolls”)

A posição de Paulo: A Lei condena acréscimos (Dt. 4:2) com maldição. Logo, ao tentar “proteger” a Lei, seus opositores estavam violando-a. Paulo não estava contra a Lei, mas a favor!

Lição 5

O aspecto espiritual:

  • Espiritualmente, o que está por trás do abandono histórico da Lei do Eterno?

“…E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei…” (Dn. 7:25)

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição.” (2.Ts. 2:3)

  • Iniquidade, no Grego: “anomia” (a = negação, nomos = lei)
  • Iniquidade, no Aramaico: “eola” (transgressão [a lei])

Concordância Strong (do Grego): “1) a condição de não ter lei: a) por ser ignorante dela. b) por violá-la. 2) Contenda e violação da lei, iniquidade, malignidade.”

  • Yeshua nos alerta para não cairmos nas garras do falso messias:

“…Muitos, naqueles dias, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade [anomia].” (Mt. 7:22-23)

  • Quem será o remanescente nos fins dos tempos?

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos do Eterno e a fé em Yeshua.” (Ap.14:12)

A Batalha final se aproxima: De que lado você estará?

Por Sha’ul Bentsion

Os artigos e materiais existentes neste foram produzidos por Sha’ul Bentsion www.torahviva.org

Somos um grupo que ama e segue os mandamentos da Torah, segundo as interpretações de Yeshua Rabeinu (que é chamado popularmente de Jesus).

Não aceitamos as interpretações cristãs/gregas acerca de Yeshua, mas sim a visão semita dentro de versões do aramaico e do hebraico que é nossa raiz desde Abraão, Moisés e os demais profetas até Yeshua seus apóstolos.

Entendemos que ao estudarmos as Escrituras a partir do hebraico e aramaico compreendemos a visão original dos primeiros seguidores de Yeshua. Não aceitamos também “lei oral” “tradições humanas” techeit namusa – תחית נמוסא – legalismo peso de tradições obrigatórias), pois o Mashiach deixou bem claro que devemos cumprir a Torah, mas que nossas tradições não podem contradizer a Torah.

A Lei é algo bom ou é ruim?

Ao longo de nosso material, ficará demonstrado que a “Lei” que Yeshua ou Paulo falavam contra não era a lei do Eterno ou Torah, mas sim a então chamada “lei dos rabinos”, em suas diversas formas demonstradas, que eram um peso ao povo. Fica claro que eram as leis dos homens. O Eterno não deu um conjunto de Leis para depois jogar tudo fora, como alguns grupos querem acreditar. Quando Yeshua veio corrigir aquilo que já havia sido profetizado em Isaias (28, 13), sobre “regra sobre regra…”!

Portanto, Ele não veio revogar a Lei do Eterno, somente corrigir as distorções provocadas pelos rabinos.

Isto é uma questão que, ao entender o chamado “Novo Testamento” dentro do contexto histórico que foi escrito, passa a ser mais fácil sua compreensão. Assim como uma pessoa daqui a dois mil anos adiante teria dificuldade de entender o nosso uso da palavra Lei, nós temos dificuldade de entender como eles faziam o uso da palavra lei.

Na versão aramaica, e também no grego, fica muito claro pela forma que é usada a palavra lei e pelas expressões empregadas que confirma serem duas diferentes. Na tradução do B’rit Chadashá – Segundo Testamento de origem do hebraico/aramaico foi substituído pelo termo legalismo no lugar de lei” dos homens/rabinos, ficando reservado a expressão apenas para aquelas que vieram do Eterno.

A “Lei” é contrária à Graça?

Os motivos para este aparente antagonismo, que levam a essa pergunta, são:

Falta de compreensão do uso termo “Lei”:

No Novo Testamento, o termo pode significar muitas coisas, como exposto no presente material.

Resquícios do antissemitismo:

E desejo da igreja romana de se “livrar” do caráter judaico da fé quando foi feita a cisão entre a chamada “igreja dos seguidores de Yeshua” e o judaísmo.

Quando o cristianismo surgiu separado da fé Israelita do Caminho, Roma teve uma serie de preocupações diversas, tentando estar livre de resquícios da fé judaica ou que pudesse ser associado ao judaísmo. Nisto perdeu-se muitas coisas, inclusive itens simples, devido à falta de conhecimento.

Por exemplo, a palavra Hosana, no cristianismo passou a significar louvor ou gloria nas alturas, porém tendo origem no hebraico por favor, suplicamos, salva-nos. Então, quando o povo diz isto em Jerusalém a Yeshua, estavam reconhecendo nEle o Messias e clamando para que os salvassem.

Outro exemplo de como se perdeu muito no chamado “Novo Testamento” por descartar o judaísmo na formação do cristianismo temos também que o conceito cristão que Yeshua nasceu na manjedoura. No aramaico a palavra seria sukkah, que pode ser traduzido como manjedoura, mas devido à época em que Ele nasceu, na de festa de Sukkot ou festa dos Tabernáculos, deixa claro que sukkah seria uma cabana de Sukkot Com isto, Roma ao jogar fora o judaísmo, perdeu muito do original. Ao contrario de que alguns pensam, no qual a bíblia estaria totalmente adulterada, é equivocado – o correto seria dizer que mesmo no grego, mas com a visão de leitura judaica, há compreensão de 90% do contexto, podendo chegar a 100% com a versão hebraico/aramaico.

Não houve adulteração do Novo Testamento por completo, mas algumas coisas foram mudadas; mas o mais importante é ler pela ótica correta.

Falta de compreensão do contexto em que foram escritas as cartas paulinas.

Definições de termos:

A palavra “Lei” é tudo a mesma coisa? A palavra vem do aramaico namusa (no grego, o termo é “nomos”). Dependendo da conjugação namusa pode ser:

Lei do Eterno (Torah) Regras rabínicas_ ou leis rabínicas, que é traduzida na versão a partir do aramaico como legalismo rabínico, para não complicar a compreensão do leitor.

Padrões de comportamento (exemplo: “lei do pecado”) _ quando Paulo fala em jogo de palavras, como Pedro mesmo confirma, devido aos textos muito poéticos, gerando a dificuldade entre a compreensão neste jogo de palavras poéticas entre, por exemplo, a Lei do Pecado que é a inclinação ao mal e não uma lei que foi escrita, mas algo como uma lei natural, como é a chamada lei da gravidade.

Infelizmente, as traduções modernas normalmente não fazem esta distinção, dando ao leitor a impressão de que a Lei de Elohim seria algo ruim. Como nas bíblias modernas, a lei do Eterno, as leis rabínicas e as enquanto comportamento dos homens, todas estão apenas como Lei.

Outros fatos desconhecidos Em recente artigo escrito, Podem 2 mil anos de fé cristã estarem errados? A partir de dados históricos e lastreado na Bíblia, foi demonstrado dados e fatos históricos que são desconhecidos da maioria das pessoas que seguem a Bíblia, mas não conseguem responder algumas questões controversas dentro exclusivamente pelas Escrituras. Temos alguns exemplos:

Duas genealogias apresentadas no Novo Testamento: ao longo destes dois mil anos, desde que nosso Messias veio ao mundo, já foram apresentadas diversas teorias para explicara aparente contradição.

Como passar um camelo pelo agulha: algumas informações de tradução que vai lhe permitir apreender mais sobre o que eram realmente as Escrituras originais e como podemos voltar a caminhar nas Veredas Antigas.

Graça e Lei: Como justificar que temos de cumprir algumas leis e outras não. Muitos alegam que o Cristianismo existe há 2 mil anos e que portanto suas práticas não podem estar equivocadas. Outros alegam que a maioria das igrejas faz de certa forma, e que por tanto novamente é difícil supor que tanta gente esteja equivocada. Embora esses não sejam exatamente argumentos bíblicos, não podemos desprezar a importância psicológica e emocional dos mesmos. Pois muitos ainda temem questionar sua fé em virtude desses elementos.

O   Congresso da Basiléia e suas conseqüências

Naqueles memoráveis   dias de 29 a 31 de agosto do ano de 1897, reuniram-se na cidade suíça   às margens do Reno, pela primeira vez depois da destruição   do Estado judeu há quase 2.000 anos, 197 representantes de 17 países   para participarem do Primeiro Congresso Sionista. Aos congressistas reunidos   no centro de convenções, o jornalista e escritor judeu Theodor   Herzl falou em seu emocionante discurso:

“Somos   um povo. Todos os povos têm uma pátria. Precisamos de uma pátria   nacional para nosso povo. Por isso queremos lançar a pedra fundamental   para a casa que um dia vai abrigar a nação judaica”. Quando   terminou seu discurso, Herzl foi entusiasticamente aplaudido. Muitos viam nele   um “predestinado por Deus” e outros o novo “rei dos judeus”.   Muitos chegavam a considerá-lo o Messias.

Ao seu final,   o Primeiro Congresso Sionista publicou um manifesto intitulado “O Programa   da Basiléia”, onde se lê, entre outras coisas, que: “O   sionismo almeja para o povo judeu a criação de uma pátria   na Palestina com garantias públicas e legais” (naquela época,   a terra de Israel, sob domínio turco, era chamada dessa forma).

Três   dias mais tarde, em 3 de setembro de 1897, Theodor Herzl escreveu em seu diário:   “Se eu resumir o Congresso da Basiléia em uma única frase   – que evitarei falar publicamente – ela seria: na Basiléia fundei o Estado   judeu. Se hoje eu fosse falar isso em voz alta, uma zombaria universal viria   como resposta. Talvez em cinco anos, mas certamente em 50 anos, cada um o verá.”   Com essas palavras, que soavam utópicas na época, Herzl parecia   um verdadeiro profeta de Israel. Inconscientemente ele preparou o caminho para   o cumprimento de grandiosas promessas bíblico-proféticas. Por   isso, quando Herzl faleceu em 3 de julho de 1904, aos 44 anos de idade, o ideal   sionista não morreu, nem desapareceu com ele a idéia de estabelecer   outra vez, em terras bíblicas de Israel, um Estado judeu. Pois exatamente   50 anos mais tarde, em 29 de novembro de 1947, as Nações Unidas   decidiram repartir a “Palestina”, a terra bíblica de Israel,   em um Estado judeu e um Estado árabe. Com isso, a fundação   ‘de direito’ do Estado de Israel era um fato consumado dentro do direito internacional.   Alguns meses mais tarde, em 14 de maio de 1948 (5 de yiar de 5708 segundo o   calendário judaico), foi proclamado em Tel Aviv o novo Estado de Israel   como continuação do Israel bíblico. Foi o acontecimento   do século. Um acontecimento de mais significado e expressão na   história mundial, no Plano de Salvação e no contexto dos   tempos finais do que a chegada do homem à Lua.

Em 14 de maio de 1948 (5 de yiar de 5708 segundo o   calendário judaico), foi proclamado em Tel Aviv o novo Estado de Israel   como continuação do Israel bíblico.

É importante   refletir sobre as origens bíblicas do sionismo e sua concretização   histórica no século passado, bem como questionar seu significado   atual e futuro. Pois, para nós cristãos, eles são extraordinariamente   importantes em nosso posicionamento em relação aos judeus e ao   Estado de Israel.

O   que é sionismo?

A palavra “sionismo”   não se encontra na Bíblia. Ela foi usada, pela primeira vez, pelo   escritor judeu Nathan Birnbaum no ano de 1890 em uma revista hebraica. Apesar   disso, o sionismo tem forte base bíblica. Ele é o retorno do povo   judeu a Sião cumprindo o propósito divino:

  • “Assim diz o       Senhor Deus: Hei de ajuntá-los no meio dos povos, e os recolherei das       terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel”     (Ez 11.17).
  • “…vos levarei       a Sião” (Jr 3.14).
  • “Os resgatados       do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos       de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo       e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”     (Is 35.10).
  • “…e habitarão       na sua terra” (Jr 23.8).

Deus é,   portanto, o verdadeiro motivador do sionismo (bíblico). E Theodor Herzl   foi Seu “profeta” na virada do século passado e contribuiu   decisivamente para a realização do sionismo. Pois, o sionismo   é a volta prometida e desejada por Deus do povo judeu para Sião.

Onde   ou o que é Sião?

Segundo a Bíblia,   Sião é primeiramente um monte. Ele se encontra em Jerusalém   e é o monte do templo. Nele Deus habita (Is 8.18; 18.7). Desde então,   o monte é o “axis mundi”, o eixo, o centro mais sagrado do   mundo.

Em um sentido   mais amplo, Sião também é Jerusalém. Deus   fundou a cidade como refúgio e pátria para Seu povo escolhido   (Is 14.32). Desde então, Seu povo Israel habita ali (Is 10.24; 18.7).   Jerusalém é também a cidade do culto a Deus em Israel (Is   33.20a). Nos tempos finais, os exércitos das poderosas nações   mundiais vão lutar contra Sião (Is 29.8). Mas o Messias de Deus   será o vitorioso e estabelecerá Sua residência em Sião   (Is 24.23). Afinal, de Sião sairão a paz, a sabedoria, a justiça   e os ensinamentos divinos para toda a humanidade (Is 2.3).

Além   disso, Sião também é toda a terra de Israel entre o   Mediterrâneo e o Jordão. É a terra de Deus, o visionário   centro do povo judeu, o santo ponto de partida e de chegada de todos os caminhos   de Deus pelos quais Ele dirige Seu povo e todos os demais povos da terra.

Desde sempre   o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor   é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida.

Resumindo:   Sião é a expressão de toda a esperança judaica,   que aguarda o Messias nestes finais dos tempos e que anseia pelo Seu reinado   de paz. Por isso o final do hino nacional de Israel, a “Hatikva” (Esperança),   diz: “…em Sião, terra de Jerusalém”.

O   amor a Sião se torna movimento de libertação

Desde sempre   o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor   é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida. Ele é   comparável com a espera por Cristo que está voltando. Ambos exprimem   confiança e fé nas promessas de Deus. Seu alvo comum é   a salvação plena.

O sionismo   sempre encontrou sua forma visível nos movimentos de libertação   nacional do povo judeu. Quando os judeus, há 2.500 anos, foram expulsos   de sua terra pela primeira vez, e choraram às margens dos rios da Babilônia   e, em oração e na prática, buscaram caminhos e meios de   voltarem para sua pátria, começou o movimento sionista.

O hino desses   primeiros sionistas está gravado no Salmo 137.1-6: “Às   margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos,   lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos   as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções,   e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum   dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de   entoar o canto do Senhor em terra estranha? Se eu de ti me esquecer, ó   Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a   língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir   eu Jerusalém à minha maior alegria.”

Quando os judeus,   depois de um levante maciço contra o exílio, voltaram para a terra   de seus antepassados, reconstruíram o templo e restabeleceram o seu país,   isso foi sionismo posto em prática.

Em 132 d.C.,   quando [os judeus] se desvencilharam das forças de ocupação   romanas pela última vez, na rebelião de Bar Kochba, e fundaram   um novo Estado judeu, isso foi sionismo autêntico.

Quando, em   1882, os olim (imigrantes) começaram a regressar a Sião em dezenas   e até centenas de milhares nos grandes movimentos de imigração   (aliá), vindos principalmente de países árabes, africanos   e asiáticos, e quando lutaram contra a resistência de turcos, ingleses,   nazistas e árabes, voltando a Sião, isso foi sionismo dentro da   vontade de Deus.

Quando, desde   1990, mais de 650.000 judeus dos países ex-comunistas e, a partir de   1991, mais de 140.000 judeus etíopes, os assim chamados “filhos   de Salomão” (falashas), vieram a Israel em meio a grandes aventuras   pelo caminho, isso foi sionismo messiânico, mesmo que cada regresso a   Sião tenha tido sempre um componente político.

O   sionismo não está morto

“Assim diz o Senhor Deus, que congrega   os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham   reunidos.”

E esse sionismo   continua. Pois ele é parte integrante e muito especial do plano divino   no final dos tempos e de toda a história da salvação. Muitas   pessoas, inclusive cristãs, afirmam que o sionismo está morto.   Dizem que as promessas de Deus abrangem também uma terra (biblicamente,   “montes de Israel”) que pertence aos palestinos. Mas o firme propósito   de Deus continua de pé e é muito explícito em relação   à continuidade do sionismo: “Assim diz o Senhor Deus, que congrega   os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham   reunidos” (Is 56.8). Isso significa que os judeus que ainda se encontram   espalhados pelos países do mundo também voltarão a Israel.

É por   isso que a saudade por Sião, o anelo por Sião, é tão   vívido no coração e na mente de todo judeu religioso. Quando   vai comer, agradece pela comida e, ao mesmo tempo, pela terra que Deus deu a   seus antepassados; agradece pela terra de Israel. No início de cada novo   dia, ele ora a Deus e pede misericórdia para com Jerusalém, Sião,   a morada de Sua glória, e, que os judeus possam voltar incólumes   para sua terra.

Quando um judeu   clama por chuva em Nova Iorque, Moscou ou Berlim, isso acontece na época   em que os campos da Judéia precisam de água. Quando o judeu se   rejubila nas festas de ação de graças, ele o faz na época   em que se colhem os primeiros frutos em Israel. Em um casamento judeu, o noivo   esmigalha uma taça com os pés, simbolizando que nenhuma alegria   sobre a terra pode ser perfeita enquanto Sião não tiver ressurgido.   E o ponto culminante de cada festa de pessah (páscoa) é a oração   repetida todos os anos: “No próximo ano em Jerusalém!”

Por detrás   dessa nostalgia por Jerusalém, por Sião, esconde-se uma saudade   profunda e um anseio por Deus, pelo Messias, pela salvação de   Israel.

Assim a saudade   por Sião e a volta a Sião sempre têm traços messiânicos.   Elas têm relação com o Salvador, o Messias. E é por   isso, que todo judeu religioso ora a Deus três vezes ao dia: “Que   nossos olhos vejam quando voltares a Sião!”

O   que são sionistas cristãos?

Sionistas cristãos   são pessoas:

  • que crêem no Senhor       Jesus Cristo.
  • que têm raízes       espirituais inseparavelmente ligadas com o povo de Israel.
  • que promovem e incentivam       a volta do povo judeu a Sião com todos os meios disponíveis       (oração, recursos, diálogo).
  • que amam e visitam Jerusalém       e a terra de Israel (Sião), para aprofundarem a sua fé e sua       relação com Israel.
  • que se empenham pelo       direito à existência do povo e da terra de Israel entre o Mediterrâneo       e o Jordão e que demonstram amor e solidariedade para com pessoas judias       (Is 62.1ss).
  • que usam a estrela de       Davi como sinal de reconhecimento e solidariedade para com Israel.

Estes sionistas   cristãos são os únicos amigos autênticos de Israel!

Somos desafiados   hoje a nos posicionarmos de maneira inequívoca ao lado da vontade de   Deus e de Seu plano, e de sermos fiéis a Israel, Seu povo escolhido –   até que, de Sião, venha o Messias e Salvador: Jesus Cristo!

Então “…o Senhor ainda consolará a Sião!” (Zc 1.17). (Fritz May – Christen für Israel, 9-10/97

A Chave da Definição do Pecado

Você já se perguntou o que exatamente é o pecado? Muitas religiões dizem que as pessoas não devem pecar, e devem evitar situações pecaminosas, porém não são muitas as religiões que definem o termo ‘pecar’. Crentes no Messias devem viver uma vida separada e sem pecado, então ajudaria bastante ser capaz de identificar exatamente o que é o pecado de acordo com a Bíblia. E a maioria das pessoas concorda que o pecado entrou no mundo quando Adam se rebelou contra os mandamentos do Todo-Poderoso. Mas, o que você acha que é o pecado? Você acredita que Yeshua pecou? Devemos viver sem pecado? Onde entra o Antigo Testamento nessa questão de combater o pecado? De acordo com a Bíblia em Romanos 3, sabemos que “ Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Elohim.” As Escrituras também nos falam em Romanos: “ onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Yeshua HaMashiach nosso Senhor.” Através destes versículos uma pessoa pode entender os efeitos do pecado. O pecado afetou a todos que vivem desde o início dos tempos. O pecado separa o homem do Pai Celestial. O pecado faz a humanidade precisar de perdão. Sem perdão, não há vida eterna, não há graça, e não há justiça. Isto tudo por causa do pecado. Uma das razões pelas quais o Messias veio foi para remediar o pecado. O Pecado Definido pela Bíblia O que é o pecado? Bem, o livro de 1 João fala vividamente sobre o assunto e responde a essa pergunta com uma resposta profundamente simples. A definição e o remédio para o pecado são ambos discutidos em 1 João 3:4-7: “ Todo aquele que vive habitualmente no pecado está também violando a Torá, pois o pecado é a violação da Torá. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados; e nele não há pecado. Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece. Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo;” E aqui está em português claro e simples no verso 4: “ o pecado é a violação da Torá!” Para ser sem pecado, a pessoa precisa ser ao contrário, isto é, não violar a Torá. Então, evidentemente, se a Torá/Lei define o que é o pecado, então a Torá/Lei permanece.

Espere um minuto! O Cristianismo ensina que os crentes não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça. O Cristianismo diz que a Lei já passou e que estamos na “ época da graça” . O Cristianismo diz que a Lei é uma coisa ruim, um conjunto de regras e regulamentos confusos que só atrapalham. Bem, de acordo com a passagem acima das Escrituras, “ o pecado é a violação da Torá” . Se uma pessoa viola as leis de YHWH, então a pessoa está pecando. O pecado é não observar ou obedecer às leis ou mandamentos da Bíblia. O pecado é uma vida sem a Torá/Lei, isto é, em “ violação à Torá” . A Torá ou a Lei A propósito, a palavra “ lei” é uma interpretação grega da palavra hebraica “Torá”. A palavra “ Torá” no hebraico significa “ ensinamento” ou “ instrução” .A “ Lei” , como costuma ser traduzida a palavra Torá, nos traz à mente uma ordem restritiva, mas este não é o caso. A Torá foi dada para o benefício da humanidade, e não para atrapalhá-la. A Torá é o conjunto de instruções amorosas que nos guia no viver como povo escolhido de YHWH. A Torá é tradicionalmente considerada como sendo os 5 primeiros livros do Antigo Testamento, incluindo o Decálogo ou Dez Mandamentos. Porém, a Lei não é judaica, ela é bíblica.

Um autor escreveu: “ Cristãos normalmente chamam a Torá de ‘a Lei’ porque a maioria das traduções para o inglês das escrituras traduzem Torá como Lei. A razão disto ter acontecido é porque os rabinos anteriores a Yeshua traduziram as Escrituras hebraicas para o grego, dando origem à Septuaginta. A Septuaginta traduziu a Torá para a palavra grega “ nomia” ou “ nomos” . O termo “ nomos” era usado na cultura grega como sendo uma lei inalterável. Seguindo esta tradição, a tradução grega do Novo Testamento também usa nomia/nomos para significar Torá.” O rabino Ed Nydle escreve que: “ a palavra hebraica ‘Torá’, literalmente ‘ensinamento, doutrina’, aparece tanto na Septuaginta quanto na tradução grega do Novo Testamento como a palavra grega ‘nomos’, que significa ‘lei’. O grego tem tido uma influência mais direta e profunda no inglês e em outras línguas modernas do que o hebraico, e este é o motivo pelo qual na maioria das línguas, fala-se da ‘lei de Moisés’, ao invés de a ‘instrução de Moisés’. Quando a Torá ou lei é mencionada na Bíblia, na maioria das vezes é associada à Torá de Moisés, isto é a Torá ou Ensinamento que YHWH deu a Israel no deserto. Contudo, YHWH usa a palavra Torá para significar as Suas Instruções através das Escrituras hebraicas, o que inclui os Profetas e os Livros Poéticos. Uma vez que toda a Sua Palavra é Ensinamento, então toda ela é Torá. As Escrituras dizem: “ Moshe desceu e contou ao povo todas as palavras de YHWH e as ordenanças; e todo o povo respondeu em uma voz, e disse ‘Todas as palavras que YHWH falou, faremos.’ E Moshe escreveu todas as palavras de YHWH” – Êxodo 24:3-4 A Torá, ou os primeiros 5 livros da Bíblia, é a história da família de Israel.

Como a família começou com apenas uma pessoa justa chamada Avraham, os seus anos de escravidão, o êxodo, a conquista da Terra Prometida, e como ela formou o governo teocrático – tudo isso é discutido em Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os rabinos do Judaismo têm estudado a Torá por milhares de anos e fizeram uma lista dos mandamentos encontrados na torá. Existe um total de 613 mitsvot (mandamentos) que foram dados aos filhos de Israel uma vez que os mesmos começaram a formar a sua nação. É importante entender que estas mitsvot, ou mandamentos, foram amorosamente estabelecidos para a nação de Israel para instrução sobre como ser a nação separada que adora a YHWH. Todos estes mandamentos são eternos, e todos estes mandamentos são para todo Israel, tanto para naturais quanto para enxertados. “ A grama seca e as flores murcham, mas a palavra de YHWH permanece para sempre” diz o salmista. Hoje, a Torá é todo o conselho de YHWH, a Bíblia, inclusive os ensinamentos de Moisés. Em lugar algum nas Escrituras se fala mal da Lei ou se diz que a mesma é contrária àvontade de YHWH. Na realidade, em diversos lugares, principalmente nos Salmos, você encontra paz, alegria e bênção vindos da observância e da meditação na Torá. Leia o Salmo 1 e o Salmo 119 para um bom exemplo de como crentes devem se aproximar da Torá. A Torá não inclui o Talmud ou o que o Judaismo tradicional chama de “ Torá Oral” , isto é, os ensinamentos/interpretações judaicos tradicionais da Torá. Para os crentes em Yeshua, os escritos do Talmud estão disponíveis como referências, mas não são considerados como totalmente inspirados pelo Espírito. Nem tampouco devem os seguidores da fé se apoiarem nas tradições dos chamados ‘pais da igreja’ como doutrina.

A Bíblia, em sua totalidade, é a única e infalível palavra de YHWH. A Torá explica exatamente como um crente deve comer, viver, adorar, tratar outras pessoas, e se casar. Quase todas as experiências da vida são discutidas nos primeiros cinco livros de Moisés. E de acordo com a própria Bíblia, não seguir estes mandamentos é pecar. O Que os Outros Dizem De acordo com o Dicionário Bíblico Holman, uma publicação batista, “ o pecado é a transgressão da lei. Elohim estabeleceu a lei como um padrão de retidão; qualquer violação deste padrão é definida como pecado. Deuteronômio 6:24-25 é uma declaração deste princípio da perspectiva de que uma pessoa que cumpre a lei é justa.

A implicação é a de que uma pessoa que não cumpre a lei não é justa, isto é, é pecadora.” O Dicionário Holman continua “ O Antigo Testamento tem um vocabulário rico para o pecado. A palavra hebraica ‘chatá’ significa ‘errar o alvo’, tal como o grego ‘hamartia’. A palavra poderia ser usada para descrever uma pessoa usando um arco-e-flecha e errando o alvo com a flecha. Quando é usada para descrever o pecado, significa que a pessoa errou o alvo que Elohim estabeleceu para a vida da pessoa.” A palavra hebraica ‘Aven’ descreve um espírito tortuoso ou perverso, associado ao pecado. Pessoas pecadoras perverteram os seus espíritos e se tornaram tortuosas ao invés de retas. O pecado é simplesmente o oposto da justiça ou da retidão moral da Torá… O avanço mais notório na visão de pecado do Novo Testamento é que o pecado é definido contra o pano-de-fundo de Yeshua, a Torá viva, como sendo o padrão de retidão. A vida dEle exemplifica a perfeição. A pureza exaltada da Sua vida cria a norma para julgarmos aquilo que é pecado” (nota: os nomes sagrados foram adicionados à citação) E o Messias Yeshua? O Messias Yeshua é a Torá ou Lei viva. “ E a Palavra se fez carne” – João 1:4. Yeshua na realidade andou em plena observância dos mandamentos da Torá e nunca violou a Lei ou pecou. Ou, para falar bem claramente, Yeshua observou a Torá inteiramente. E portanto para seguir a Yeshua, o homem deve seguir a “ Lei do Antigo Testamento” . Uma vida modelada a partir de Yeshua e, consequentemente, da Torá, será uma vida sem pecado! Pois Yeshua nunca violou a lei. Lembre-se que em 1 João 3:4 é dito que “ o pecado é a violação da Torá” . Portanto, se Yeshua observou ou obedeceu à Lei, Ele nunca pecou.Se você crê nas Escrituras então você deve concordar que o pecado é a “ violação da Torá” e que para ser sem pecado, alguém deve obedecer à Torá. Bem, isso é exatamente o que Yeshua fez e o que Ele nos ordena a fazer. 1 João 3:5: “ E bem sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados; e nEle não há pecado.” Se não havia pecado em Yeshua, então nEle não havia violação à Torá. Ele podia tocar em leprosos, mortos etc. sem se tornar impuro porque Ele era um cohen (sacerdote). E mesmo assim, a impureza não seria sinônimo de pecado. E sim, Yeshua frequentemente defendeu a Torá dizendo “ Vós tendes ouvido…” e depois dizia “ e eu vos digo ainda…” Estas palavras não eram direcionadas à Torá, mas sim aos líderes religiosos que ensinavam coisas que frequentemente violavam a Torá.

Estas palavras penetrantes de Yeshua encontradas em Mateus 5 e em outros lugares foram ditas conta aqueles que pervertiam a Torá: alguns fariseus, saduceus e escribas. Mateus 5:27-28: “ Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu vos digo ainda que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” . Romanos 7 diz especificamente que a Torá é “ santa, justa e boa.” Parte do ministério de Yeshua era chamar as pessoas de volta à interpretação e ao entendimento corretos da Torá. Ele nunca ensinaria contra ela. Pergunte a si mesmo: se o Salvador é a Palavra vida, Ele ensinara os outros a não seguirem a Palavra? Quando Yeshua proferiu o grande mandamento, Ele não estava dizendo às pessoas que elas não precisavam seguir outros aspectos da Lei. Assim como se um governo decreta uma lei de trânsito, as pessoas ainda têm que seguir as outras leis e sinais de trânsito para dirigirem em segurança. Mateus 22:34-30: “ Os p’rushim, quando souberam, que ele fizera emudecer os ts’dukim, levantaram conselho entre eles; e um deles, doutor da Torá, para o experimentar, interrogou-o, dizendo: Rabino, qual é a grande mitsvá na Torá? Respondeu-lhe Yeshua: Amarás a YHWH teu Elohim de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda sua força. Esta é a grande e primeira mitsvá. E a segunda, semelhante a esta, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destas duas mitsvot dependem toda a Torá e os profetas.” O amor é o fundamento de toda a obediência à Torá. Aqui Yeshua insiste que a “ Torá e os profetas” dependem do relacionamento do homem com YHWH e com as pessoas. Sim, Israel deve amar a YHWH e às pessoas… mas como alguém pode fazer isso? É fácil! Seguindo a Torá! Lei e Graça As Escrituras são verdadeiras. Há uma maldição descrita na Lei, e nós não estamos debaixo dela, mas sim na graça ou “chessed” , ao confiarmos em Yeshua como o Messias. Gálatas 3:13-14: “ Mashiach nos resgatou da maldição descrita na Torá, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que aos goyim viesse a bênção de Avraham em Yeshua HaMashiach, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa da Ruach.” Mas, a “ época da graça” não começou necessariamente com o Messias. A graça, ou misericórdia, começou no Eden, quando nosso Pai YHWH perdoou ao homem por violar a Torá. “ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Elohim; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9. Esta passagem popular do Novo Testamento não significa que a Lei foi abolida. “ Amen! Por que vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido” – Mateus 5:18. Ainda não temos o cumprimento de tudo, nem estamos vivendo novos céus e nova terra, portanto a Lei ainda não “ passou”.

A Torá permanece para definir exatamente o que é o pecado e para ser um manual para todos os crentes seguirem. Romanos 6:15 explica bem este ponto: “ Pois quê? Havemos de pecar [i.e. violar a Torá] porque não estamos debaixo do legalismo, mas debaixo da graça? De modo nenhum.” “ O pecado é a violação da Torá” , portanto para vivermos uma vida obediente a Elohim, então temos que seguir a Torá e não violá-la! O Que Jesus Faria? É tudo uma questão de OQFJ? Sim, a frase popular “ O que Jesus faria?” resume como os crentes devem viver suas vidas. Yeshua cumpriu a Lei em perfeição, e determina que todos os crentes também o façam. Entenda que a Lei não é um sistema religioso em que o Messias acidentalmente nasceu. Ao invés disto, era o padrão e plano de Elohim para o homem. Yeshua observou o Shabat do 7o. Dia, celebrou as festas bíblicas, comeu apenas comida kasher (isto é, alimentos puros), e foi circuncisado de acordo com a Torá de YHWH. Yeshua não veio para “ abolir a Torá” (Mt. 5:17-20) mas para apresentar ao mundo uma vida perfeita que devemos lutar para seguir como modelo. Todos os mandamentos da Bíblia ainda se aplicam e são válidos como estilo de vida para todos os que crêem no Messias. Vide 1 João 3:4,7,22,24 e 5:2-3. Yeshua, a Lei viva ou a Torá viva, é o padrão de retidão e todas as Escrituras permanecem válidas para prática se as circunstâncias ainda existirem hoje ou a desobediência nos levará ao pecado. Somos responsáveis pelas leis que nos dizem respeito. Por exemplo, as leis do Templo não podem ser realizadas sem um Templo. E muitos dos mandamentos não podem ser realizados se a pessoa não mora dentro da Terra Prometida, ou se o governo do seu país não segue a Torá. E também há leis específicas, como as leis para os levitas por exemplo, as quais são para serem seguidas apenas pelos sacerdotes levitas. Contudo, os princípios das leis que se aplicam a nós são úteis para o homem hoje. A Lei é para a proteção do pecado e da iniquidade e conduzirá o homem à vontade declarada de YHWH. O que é o pecado? O pecado é a violação da Torá/Lei. E o que é a Lei? É o conjunto de instruções e guias amorosos dados por YHWH na Torá. Deuteronômio 27:26 diz: “ Maldito o homem que não valoriza as palavras desta Lei realizando-as” . Então todo o povo deverá dizer: “ Amen!” Você pode dizer “ Amen” a este artigo? Conselhos Práticos Para ajudá-lo a viver uma vida sem pecado, que significa uma vida de obediência à Lei de YHWH, aqui estão algumas sugestões:

1. Substitua para entender. Sempre que você ler “ iniquidade” lembre-se que a tradução literal é “ violação da Torá” . Sempre que houver esta palavra, substitua-a e você verá que seu coração mudará e se tornará submisso à lei/instrução/Torá.
2. Aprenda tudo o que puder sobre a Torá e submeta-se a ela. A medida em que for fazendo isso, o Pai se aproximará de você de forma tremenda.
3. Não perverta este ensinamento em legalismo. A salvação não vem pela observância da Lei.
4. Recebas as bênçãos que vêm da obediência. A medida em que você caminhar na Torá, as pessoas ao seu redor perceberão a diferença. Use cada chance para compartilhar a sua fé no Poderoso de Israel.
5. Entenda que a Torá é para hoje. As Escrituras deixam claro que dos 613 mandamentos dados na Lei do Antigo Testamento, aquilo que não se refere ao sacerdócio levítico, se refere a todos nós
6. Peça ao Espírito Santo para abrir a sua mente à Palavra dEle. Muitos professores das igrejas ensinam que a Lei passou, mas a Bíblia diz que o Espírito Santo te conduzirá a toda a verdade
7. Encontre um grupo que é aberto e o suporte! Não permita que outros plantem sementes de violação da Torá em sua vida. Leia, acredite, e conduza. Encontre alguém que possa discipulá-lo nos caminhos da Torá e absorva o que puder!

A Chave da Definição do Pecado
Escrito por Rav. Dani’el Rendelman
Traduzido e Adaptado por Sha’ul Bentsion

LETRA DA MÚSICA: YESHUA Precioso Adonai Yeshua El yakar

Yeshua,  Elevado precioso                   Yeshua El yakar
Cordeiro Irrepreensível                            Seh tamim
Revestido em esplendor                          V’atuf hadar
A uma só voz                                               Peh echad
Clamamos a Ti                                          Kor’im lecha
Immanuel                                                    Imanu-el
Sejas Bem-Vindo                                     Baruch haBa
 
Coro:
 
E abra nossos olhos                                               V’et eineinu p’kach
E tome nossas vidas                                               V’et chayeinu kach
E sua noiva                                                                 Et kalat’cha
Purifique hoje                                                           Taher hayom
Sobre o trono de                                                        Al kes libenu
Nossos corações,                                                       Kach makom
Tome o Teu lugar
 
קר  = Yakar = precioso, amado, querido, valioso, favorito. אל = El = acima, elevado, alto, Deus. שה = Seh = Cordeiro. ברוך = Baruch = sagrado, santificado, bendito; abençoado. הבא  = Haba = visitante, convocado, convidado. כלתך  = Kalat’cha = sua noiva / kalah = noiva מול  = Mul = diante / Kes = trono

Descoberta excepcional em Jerusalém confirma textos bíblicos, Salém é Jerusalém.

Foi inaugurado o Museu do Ofel e parte das primeiras muralhas existentes em Jerusalém no período da história mais conhecido até os dias de hoje, e com ela mais uma descoberta espetacular.

O local, descoberto por Dra. Eilat Mazar, da Universidade Hebraica de Jerusalém e foi inaugurado para o público pelo diretor de conservação da Autoridade de Antiguidades de Israel, aberto ao público, graças à generosidade das doações de Daniel Mintz e Berkman Meredith

No dia de 21/06/2011, foi inaugurado em uma cerimônia em Jerusalém arqueológicos nas proximidades do Muro Ocidental(Muro das Lamentações), um site chamado de “paredes do Ofel” e revelado o registro(documento) mais antigo descoberto até o momento em Jerusalém.

O local aberto é parte do parque nacional em torno das muralhas de Jerusalém, e exibe o certificado no Davidson Center, e foi possível graças à generosidade de Daniel Mintz e Berkman Meredith dos EUA.

A cerimônia contou com a presença do prefeito Nir Barkat, muitas outras autoridades da cidade e com a presença da Dra. Eilat Mazar, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica, e com os contribuintes Daniel  Mintz Meredith e Berkman e suas famílias.

No final dos trabalhos de escavação os visitantes podem tocar o caminho aberto de pedras e paredes cuja construção vai contar a história de Jerusalém através das eras. Agora é possível caminhar confortavelmente através da construção, em locais que ainda não haviam sido abertos ao público, de forma impressionante e aprender com os sinais que demonstram a diferente história da região.

No início de 2010 concluiu a arqueóloga Dra. Eilat Mazar, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a exposição do sistema de fortificações em Jerusalém. Em seguida, começou imediatamente no local, um trabalho de conservação e preparação do lugar para visitas. Essas obras de conservação foram conduzidas pelo diretor de conservação do IAA, e durou cerca de um ano e meio.

O local exibe um conjunto de estruturas expostas ao longo da linha das fortificações do Primeiro Templo (X século antes de Cristo). Entre outras coisas foi expostas a uma impressionante estrutura que é identificada como um portal, uma estrutura de estado, uma seção da torre e muralha da cidade em si. Dra. Mazar sugere identificar os prédios como parte de uma fortificação construída pelo rei Salomão, em Jerusalém: a Casa e a Casa do Senhor, e o muro em redor de Jerusalém”. (I Reis 1) Além das fortificações do Primeiro Templo também foram descobertas outras seções de muralhas e torres da cidade bizantina e duas torres. Este muro foi construído pelo Império Bizantino, no século V DC.

Além do sistema de fortificação também completou um quarto do período do Segundo Templo (século primeiro), preservando dois andares do edifício.

O destaque da escavação é a exposição completa da estrutura de porta. O plano deste é de um impressionante edifício que dispõe de quatro salas do mesmo tamanho, dispostos em cada lado de um amplo corredor com piso de pedra calcária. O plano é do período primeiro Templo, um portal VI A.C, como os portões do tempo que foram descobertos em Megido, Beer Sheva e Ashdod.

Mazar identifica o portal com “portal das águaa” que é mencionado na Bíblia: “Ora, os netinins habitavam em Ofel, até defronte da porta das águas, para o oriente, e até a torre que se projeta.” Neemias 3:26. Ao leste da porta vê-se o piso térreo de um edifício destruído em um incêndio poderoso. .. Mazar sugere que esta estrutura foi destruída pelos babilônios durante a conquista em 586 AC no chão do edifício foram descobertos dez vasos de barro muito grande (pithoi), que parecem ser utilizados para conter óleo ou vinho em um destes jarros de cerâmica que sobreviveram encontrou-se a inscrição em hebraico: “Ministro das Hof…” O endereço indica que o objeto pertencia a um dos ministros do reino. Provavelmente Sar Haofim, ou seja, Ministro dos Padeiros(Copeiros).

Durante a escavação se revelou o registro mais antigo descoberto até o momento em Jerusalém. Este achado é único, excepcional em sua importância para a história da cidade, a partir de agora estará em exposição permanente no Centro de Arqueologia Davidson e estará aberto ao público. Este é um pedaço de tábua que é argila e contém minúsculos cuneiformes acadianos no inscrição, é uma língua internacional da época. Entre a alta habilidade palavras escritas pode ser lido: “Você estiveste”, “após”, “eles”. A placa escrita é típica das que foram utilizadas na antiga Mesopotâmia como correspondência internacional.

Após uma verificação pode-se notar que o material da placa é típico da região de  Jerusalém. Parece ser uma cópia de uma carta do rei de Jerusalém da época(Eved Haba), ao rei do Egito. Uma cópia desta carta era preservada como o arquivo da cidade bíblica de Salém, que era a Jerusalém daquela época. A parte da placa encontrada é uma prova confiável do status de Jerusalém como um reino importante em Canaã sendo uma cidade-estado sob proteção do reino do Egito faraônico.

A questão do Nome

A QUESTÃO DO NOME IEHOSHUAH

O Nome Iehoshuah

Na língua original da Tanach, o Hebraico, o nome (Iehoshua), ou sua abreviação Ieshua, é a forma masculina do substantivo ieshu’ah, que quer dizer “salvação”. “Iehoshuah” foi traduzido como “Josué” a partir do hebraico, e seu significado é”Iáésalvaçã”. Josuéera chamado de “Oshea ben Num” – “Oséas filho de Num” (Nm 13.8; Dt 32.44). “Oshea” significa “salvaçã”. Mosheh mudou seu nome para Iehoshuah ben Num “Josuéfilho de Num” (Nm 13.16). Mas, apó o cativeiro babilôico, o nome “Iehoshuah” foi abreviado para a forma “Ieshua” Qual a forma correta – Iehoshuah, Iahoshuah ou Ieshua?

De antemão queremos deixar claro que a história e a ciência arqueológica (ciência que estuda o passado através de objetos antigos) comprova que o nome do Mashiach não é “Iaohushuah”, “Iehoshua”, mas sim, “Ieshua”, como veremos. Ieshua tornou-se a forma mais comum do nome após o exílio babilônico. Já no texto bíblico, por exemplo em Neemias 8.17, o nome de “Josué” aparece abreviado como Ieshua em vez de Iehôhuah. Esta éa opiniã dos teóogos tradicionais; poré vemos que antes do cativeiro babilôico o nome “Ieshua” jáaparecia nos Escritos Judaicos, nã sendo portanto possíel afirmar-se que a sua origem tenha sido apó esta éoca. Quanto àraiz, Ieshua éde origem hebraica, mas foi absorvida pela lígua aramaica. Por conseguinte, na lígua hebraica o Nome do Mashiach éIeshua (éinteressante que Ieshuá[com h no final] em hebraico significa “salvaçã”. Isto pode ser visto claramente em qualquer exemplar da “Tanach” em hebraico nas seguintes passagens: Nechemiah (Neemias) 7:7; 10:9, etc.

Provas Arqueológicas:

A forma abreviada Ieshua é abundantemente atestada nos ossuários judaicos do 1º século depois de IESHUA., encontrado nos arredores de Jerusalém, e em Leontópolis e Tel el-Yehudieh, no Egito. Também O nome IESHUA aparece num documento do uádi Murrabbat; ele aparece na linha 4. Cf. Inscriptions Reveal, Museu de Israel, Jerusalém, nº 100, 1972, nº 193. Esse nome aparece abundantemente na literatura judaica desde o 3° séulo antes de IESHUA atéàéoca do Mashiach e dos apótolos. O historiador judeu mais famoso de todos os tempos, Fláio Josefo (35-100 A.D.), e que por sinal viveu na éoca dos apótolos, por exemplo, faz referêcia a pelo menos 19 personagens judeus que em sua éoca tinham o nome Ieshuah. No Talmude Babilôico lemos a acusaçã dos judeus contra IESHUA: “Na vépera da Pácoa eles penduraram Ieshua [...] ia ser apedrejado por práica de magia e por enganar Israel e fazêlo se desviar [...] e eles o penduraram na vépera da Pácoa” (Talmude Babilôico, Sanhedrim 43a).

Tudo isso parece indicar que, nos dias de IESHUA, a forma mais usada e popular do nome seria Ieshuah, e que este teria sido o nome de IESHUA, em vez da forma mais arcaica Iehoshuah. O texto do Novo Testamento parece indicar isso també, especialmente atravé do jogo de palavras que aparece nos textos da anunciaçã e dos câticos registrados por Lucas, nas suas boas novas. Queremos deixar claro que o anjo falou a Mirian em hebraico; o hebraico éuma lígua que se caracteriza por “trocadilhos”. Jácom o prório nome do Mashiach, constatamos isto: “Ve híioléet ben vecaráa et shmôIESHUA, ki HU IOSHÍ et amô – “E ela (Miriam) conceberáum filho e chamaráseu nome IESHUA, porque ELE SALVARÁ(ioshí) o seu povo” (Matitiáu – Mateus 1:21). Se o mensageiro Gabriel anunciou a Mirian que o nome do Redentor, que estava para nascer seria Ieshuah (Lc 1:31), que quer dizer “Salvaçã”, esse nome entã forçsamente vai aparecer repetidas vezes nos câticos registrados nos primeiros capítulos de Lucas. Assim, por exemplo, quando Zacarias canta em Lucas 1:68-79, nos versos 76-77 ele teria pronunciado o nome de Salvador ao dizer: “Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-Lhe os caminhos, para dar ao Seu povo o conhecimento de Ieshua (‘Salvação’), no redimi-lo dos seus pecados”. Simeão, também, ao tomar o Salvador nos braços, teria dito: “Agora, Senhor, despedes em paz teu servo, segundo Tua palavra, porque meus olhos já viram o Teu Ieshua (‘Salvação’), o qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo de Israel” (Lc 2:29-32).

O uso de uma forma mais abreviada de um nome em vez de sua forma mais longa e antiga é um fenômeno comum na maioria das línguas. Em português, por exemplo, se pode encontrar muito mais pessoas com o nome Manuel, uma forma abreviada, do que com o original mais longo Emanuel. Em inglês, por exemplo, se encontra mais Betty do que Elizabeth. Vale lembrar que o erudito F. Delitzch, profundo conhecedor da língua hebraica, mantém a forma Ieshua e não Iehôshuah em sua tradução do Novo Testamento. Na Bíblia aparecem diversos personagens com esse nome. Entretanto, as formas nas quais eles aparecem são variadas, conforme a lista abaixo demonstra: Ieshua

* chefe de uma tribo de sacerdotes (1Cr 24:11);

* um levita no reinado de Ezequias (2Cr 31:15);

* um sumo sacerdote (Ed 2:2);

* um dos que vieram de Babilônia com Zorobabel (Ed 2:6);

* chefe de uma família levítica (Ed 2:36);

* um levita filho de Azanias (Ne 10:9);

* outro levita, filho de Cadmiel (Ne 12:24);

* o pai de Ezer, um dos que trabalharam no muro (Ne 3:19);

* um lugar onde habitaram alguns dos filhos de Judá depois de voltarem do cativeiro (Ne 11:26). Iehôshuah

*líder dos hebreus depois de Mosheh (autor do livro que leva o seu nome). Seu nome original era Oséias (Nm 13:16);

*um bete-semita, em cujo campo parou o carro com a arca (1Sm 6:14);

*um governador de uma cidade, no reinado de Josias (2Rs 23:8);

*ou Jesua, um sumo sacerdote no governo de Zorobabel (Ed 2:2; 3:2,8; Ag 1:1,12,14).

A conclusão que chegamos é que o nome correto do Mashiach é a forma mais curta Ieshua e não Iehoshua como querem alguns “Movimentos” que baseiam-se na “revelaçã” do nome do Ungido para proclamarem a sua mensagem. Nó sabemos que somente a revelaçã do nome do Ungido nã ésuficiente para pregar uma mensagem; hámuito mais do que somente isso! Cremos num conjunto de coisas que nos foi dado pelo Eterno para que Ieshua seja conhecido e reconhecido como o Ungido em toda a terra!

Shalom

O que significa a palavra Shalom? A palavra Shalom é geralmente traduzida como “paz”.

Refere-se à paz entre duas ou mais entidades, nações ou indivíduos, mas pode também se referir à paz interior de espírito de uma única pessoa. Porém, o significado da palavra Shalom é muito mais amplo e profundo, como demonstra sua própria etimologia, que advém da raiz Shin-Lamed-Mem – Shalem.

A palavra Shalem significa “ser completo, estar repleto ou pleno”. A raiz etimológica da palavra Shalom ensina que somente uma pessoa completa, íntegra e com boas intenções pode alcançar a verdadeira e duradoura paz. O caminho necessário para se obter a paz, que é uma ascensão espiritual, é lento, mas os benefícios alcançados são, sem dúvida, de valor imensurável. Mas esta palavra está associada também com outros significados que são: “paz, prosperidade, bem, inteireza, segurança e saúde!” Ou seja, todas as vezes que cumprimentamos uma pessoa com “shalom” estamos na realidade ministrando estas seis bênçãos sobre a vida dela.

De acordo com o Maharal de Praga – um dos maiores sábios judeus, o significado da “paz” se espelha nas próprias letras da palavra Shalem. A primeira letra, Shin é formada por três ramificações: os extremos – direita e esquerda – e a ramificação do centro, que os une e, por assim dizer, faz reinar a paz entre os opostos. Em seguida, vem a letra Lamed que tem a cabeça erguida para cima, simbolizando a elevação espiritual que se alcança através de Shalom. E, por último, a letra Mem cuja forma se assemelha a de um quadrado fechado, ensinando-nos que aquele que finalmente consegue atingir esse nível, estará protegido pelos quatro cantos, como uma muralha de uma cidade.

A guematria desta palavra é: Shim = 300; Lamed = 30 e Mem = 40. Isso nos dá um total de 370, que reduzido (3+7= 10) dá 10 ! Nós bem sabemos que este número – 10 – está relacionado à palavra “Keter” que é coroa em hebraico! Então podemos afirmar que quando ministramos shalom para uma pessoa desejamos que ela receba uma coroa de vitória; caso ela rejeite, então esta “coroa” volta para nós! O mesmo acontece no âmbito orgânico. Quando todos os elementos do sistema humano agem em harmonia, a pessoa tem boa saúde. Porém, quando há algum desequilíbrio – temperatura alta, pouco líquido no corpo, pressão demasiadamente alta ou baixa – o organismo como um todo adoece. Para se viver uma vida saudável, é necessário que haja paz e harmonia entre todos os componentes do corpo. Este é o desejo de cada pessoa para si própria e para os outros.

A saudação judaica “Shalom Alechem” - literalmente, que a paz esteja convosco – também significa, “que tenham boa saúde”. Esta era inclusive a saudação preferida de Ieshua, que foi proferida diversas vezes na Brit Hadasha. Ao final da oração da Amidá, recitada três vezes por dia, consta a famosa frase: “Ossé Shalom Bimromáv, Hu Berachamav, Yaassé Shalom Alenu veal Kol Israel” – “Aquele que faz reinar a paz nas Alturas, com Sua misericórdia, concede a paz sobre nós e sobre todo o Povo de Israel” . Nossos Sábios lançam a pergunta: Que tipo de conflito há nas alturas, que se faz necessário que o próprio Todo Poderoso intervenha a fim de fazer reinar a paz? E eles respondem: os Céus são formados pela água e pelo fogo. A própria palavra em hebraico para “Céus”, Shamayim, indica isso. Shamayim é uma fusão de duas outras palavras: Esh – fogo, e Mayim – águas. A própria natureza desses dois elementos é contraditória: o fogo e a água não podem conviver juntos. Contudo, o Todo Poderoso decreta que haja paz entre esses dois elementos, a fim de dar existência aos Céus. Um outro aspecto interessante sobre isso é aquele que está relatado na Brit Hadasha, onde Sha´ul nos informa que: “Bendito o Elohim e Pai de nosso Senhor Ieshua o Ungido, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais no Ungido” Ef 1:3. Podemos afirmar então que a “shalom nas alturas” tem a finalidade de liberar aquele “espaço” para que possamos então receber as bênçãos espirituais através do nome de Ieshua! E há ainda mais, pois Sha´ul continua nos falando que Ieshua: “E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, no Ungido Ieshua” Ef 2:6. Bem, mas para que isso aconteça é necessário que haja “shalom nas alturas”, pois para nos “assentarmos nos lugares celestiais” é necessário que não somente a nossa entrada esteja liberada como também nossa vida esteja completamente em “linha” com a vontade do Eterno. E isso somente é possível quando adotamos uma postura de aceitarmos o conselho de Sha´ul: “Revesti-vos de toda a armadura de Elohim, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do adversário. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”

Ef 6:11-12. Então, quando isso acontece podemos lutar contra os seres celestiais da maldade “nos lugares celestiais” que foram liberados para nós através da “shalom” do Eterno! Isso fica ainda mais sério quando entendemos que um dos nomes do Eterno é IHVH Shalom! Vejamos o que nos diz a Escritura sobre isso: “Então Gideão edificou ali um altar ao IHVH, e chamou-lhe: O IHVH é shalom; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas” Jz 6:24. Neste caso Gideão viu a presença do Eterno e julgou que por esse motivo ele morreria; porém o Eterno garantiu-lhe que isso não aconteceria e Gideão edifica um altar cujo nome é: “O IHVH é shalom”. O que isso nos ensina?Aprendemos que o Eterno é também shalom no sentido de que Ele se torna para nós aquilo que “shalom” significa; ou seja, todas as vezes que cumprimentamos uma pessoa com “shalom” o Eterno se torna para aquela pessoa: “paz, prosperidade, bem, inteireza, segurança e saúde”. Ieshua declara que quando entrarmos numa casa devemos saudá-la com “shalom”: “E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; e, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa shalom; mas, se não for digna, torne para vós a vossa shalom”

Mt 10.12-13. Então quando suadamos alguém ou uma família com “shalom” e esta pessoa não a “recebe”, ela automaticamente retorna para nós, ou seja, nós nunca perdemos estas bênçãos! Veja ainda que nesta palavra (shalom) estão contidas seis bênçãos! Mas por que seis? O seis nas Escrituras é conhecido por ser o “número do homem”. Então quando somos saudados com shalom sabemos que a nós homens – seres humanos – serão dadas estas bênçãos que nos levarão a patamares em que possamos ser “completos” e plenos na presença do Eterno!

Como curiosidade podemos dizer que esta palavra “shalom” aparece em 120 versículos da Tanach e nestes versos são 135 as ocorrências da palavra. Então, a partir de agora, quando você cumprimentar alguém dizendo-lhe “Shalom” você sabe que estará ministrando para aquela pessoas seis bênçãos que deverão completar a vida de quem recebe trazendo-lhe plenitude e além disse esta pessoa estará também recebendo a presença do Eterno que é shalom! Ou seja, Ele mesmo se encarregará de tornar-se estas coisas para esta pessoas, pois Ele é aquele que “se torna aquilo que precisamos que Ele se torne para nós!” A partir de hoje não diga mais “paz” mas diga “shalom” e abençoe de fato a vida desta pessoa a quem você cumprimenta!

Yeshua, O Rabino

Yeshua, O Rabino

1 – INTRODUÇÃO

Para entender completamente o que Ieshua fazia, e também seus ensinamentos, é necessário entendermos o que era ser rabino no primeiro século, como ensinavam, etc.

2 – O QUE FAZ UM RABINO?

Quando conhecemos alguém, uma das primeiras perguntas que fazemos é “Qual a sua profissão?” Dependendo da profissão, pedimos também à pessoa para explicar um pouco do que ela faz. Ao conhecermos mais sobre a profissão de uma pessoa, passamos a conhecer mais sobre a própria pessoa, pois ela passa grande parte da vida dela naquela atividade. Por exemplo, se descobrimos que a pessoa que acabamos de conhecer é um médico, esta informação nos diz bastante a respeito da educação da pessoa, do seu círculo social, do seu status financeiro e até mesmo da sua rotina diária.

E se você tivesse a oportunidade de voltar no tempo e encontrar com o Ieshua dos Evangelhos, e perguntasse: “O que você faz?” O que Ele te diria? Que tipo de educação um Salvador precisa ter? Qual era o status social da profissão de Filho de D-us? Quanto um Messias ganhava por mês? Qual era a rotina de um Libertador? Pois é, estas perguntas não fazem sentido, não é mesmo? Porque o fato é que conhecemos muito a respeito das definições teológicas de Ieshua (i.e. Salvador, Filho de D-us, Messias, etc.), mas normalmente as pessoas conhecem pouco sobre a vocação de Ieshua. A vocação de Ieshua era rabino. Ele era um rabino de Galil (Galiléia), com muitos admiradores e seguidores. Só estes fatos já nos dizem muita coisa sobre quem o rabino Ieshua realmente é. Naqueles dias, o termo “rabino” ainda não tinha o significado de hoje. Hoje em dia, “rabino” é um termo usado automaticamente para quem se forma em uma Ieshiva (instituição rabínica). O termo “rabino” era um termo respeitoso para um grande professor. É neste contexto que devemos procurar entender o rabino Ieshua.

Felizmente, a literatura judaica preservou para nós uma grande riqueza em termos de tradições, ensinamentos, parábolas e histórias de grandes rabinos do Judaísmo da mesma era que Ieshua (isto é, da Era do Segundo Templo). Ao compararmos as palavras, as vidas e as aventuras de outros rabinos contemporâneos de Ieshua, conseguimos aprender bastante sobre o que significava ser um rabino no Primeiro Século.

3 – QUAL ERA O SALÁRIO DE IESHUA?

Um rabino do Primeiro Século não era um clérigo ou ministro ordenado. Aliás, apesar de muitas vezes serem vistos desta forma (devido principalmente à cultura ocidental), até hoje os rabinos não são exatamente ministros. Os rabinos do Primeiro Século não recebiam salário de uma sinagoga ou denominação. Ao invés disto, eles tipicamente praticavam alguma atividade comercial para sustentar o seu ministério de ensino, ou viviam de doações. Por exemplo, Rabban Gamliel aconselhava os seus alunos a combinar a prática da instrução da Torah com uma atividade mundana (Avot 2:2). Seu aluno mais famoso, o rabino Sha’ul HaBinyamin, mais popularmente conhecido como o apóstolo Paulo, escolheu ser um fabricante de tendas ao invés de aceitar doações de seus talmidim (discípulos). Outros professores, como Ieshua, ensinavam e faziam talmidim (discípulos) em tempo integral. Tais professores dependiam de doações da comunidade e de seus alunos. (Lucas 8:3 menciona algumas mulheres que apoiavam o ministério de Ieshua. Iochanan / João 12:6 lembra que havia uma sacola de doações levada por Ieshua e seus talmidim / discípulos.) Quando um rabino decidia se dedicar em tempo integral ao ministério, isto normalmente significava ter que levar um estilo de vida bastante humilde. Por isto ele disse que as raposas tinham tocas e os pássaros tinham ninhos, mas o Filho do Homem não tinha um lugar para recostar a cabeça.

4 – ONDE MORAVA E TRABALHAVA IESHUA?

Pelo Talmud, fica bem evidente que na maioria das vezes um rabino do Primeiro Século ensinava de uma sinagoga local. As sinagogas eram normalmente chamadas de Beit Midrash (Casa de Estudo). Os alunos que desejavam aprender daqueles rabinos frequentemente viajavam grandes distâncias e, se fossem aceitos como talmidim (discípulos), eles dedicavam as suas vidas não só a estudar, mas também a viver com o seu rabino. Por outro lado, muitos dos sábios do Judaísmo do Primeiro Século eram itinerantes, viajando de cidade em cidade, de sinagoga em sinagoga, ensinando a Torah e fazendo talmidim (discípulos). O ministério de Ieshua certamente era itinerante, embora ele também utilizasse Kfar Nachum (Cafarnaum) como sua base. Tanto que nos Evangelhos vemos Kfar Nachum (Cafarnaum) sendo chamada de “Sua própria cidade” (Matitiyahu / Mateus 9:1). Em Kfar Nachum (Cafarnaum), muito provavelmente ele se hospedava em um quarto na casa de Kefah (Pedro). Contudo, ele certamente rejeitou a oferta de se tornar um rabino residente de Kfar Nachum (vide Lucas 4:43).

A maior parte do ministério de Ieshua consistiu das viagens dentre Ierushalaim e Galil (Galiléia). Mas por que? Porque como todo judeu observante da Torah em Israel, ele tinha que ir a Ierushalaim e ao Templo para cada uma das três festas de peregrinação: Pessach, Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Tabernáculos). O Talmud relata que os sábios aproveitavam as grandes multidões de peregrinos para ensinar um grande número de pessoas nas alas do Templo durante os festivais. Até mesmo aqueles rabinos que normalmente ficavam em uma só localidade faziam isto, por entenderem que era uma grande oportunidade de ensinar às massas. É por isto que vemos nos Evangelhos Ieshuafreqüentemente ensinando nas alas do Templo, sempre durante as Moedim (Festas Bíblicas).

5 – QUAL EXATAMENTE ERA A FUNÇÃO DE UM RABINO?

A função de um rabino no início do Judaísmo era a de transmitir os ensinamentos (ou seja, a Torah) para a próxima geração. O livro de Pirkei Avot (“A Ética dos Pais”) começa com estas palavras “Moshe (Moisés) recebeu a Torah do Sinai e a transmitiu a seu talmid (discípulo) Iehoshua (Josué) e aos anciãos; os anciãos aos profetas, e os profetas os homens da grande assembléia (geração de Ezra / Esdras)” (Avot 1:1).

O padrão de professor-discípulo para transmissão da Torah e do conhecimento de D-us foi estabelecido desde de o início da história, e temos como primeiro exemplo mais concreto a Moshe e Yehoshua (Moisés e Josué). Aos professores de cada geração era confiada a tarefa de fazer talmidim (discípulos) e formar futuros professores para a próxima geração. Geração após geração, de professor a aluno, os ensinamentos da Torah eram transmitidos. Um rabino do Judaísmo do Primeiro Século era dedicado exatamente a esta função (como é considerado função de um rabino até hoje): ensinar a Torah de D-us. O propósito de sua vida era explicar a Torah em termos práticos e comunicar o conhecimento de D-us para a geração seguinte.

6 – OS TRÊS CRITÉRIOS PARA UM RABINO

O Pirkei Avot continua “Os Homens da Grande Assembléia disseram três coisas `Seja deliberado em seu julgamento, forme muitos talmidim (discípulos), e faça uma cerca para a Torah”. Esta era a função de um rabino do Primeiro Século.

I – Ser deliberado no julgamento: A função de um rabino era ser cuidadoso ao tomar uma decisão legal ou ao interpretar as Escrituras. Ele tinha que cuidadosamente examinar todas as evidências. Quando lhe era perguntado algo sobre as Escrituras, ou quando tinha que tomar uma decisão como ancião ou juiz em uma corte, ou até mesmo ao tomar decisões sobre a observância da Torah (halacha), um rabino tinha que ser cuidadoso e deliberado. Um rabino levava as Escrituras a sério, e as estudava

diligentemente para ser deliberado em seu julgamento.

II – Formar muitos talmidim (discípulos): A função de um rabino era a de formar muitos talmidim (discípulos). Ele tinha que passar as instruções a muitos alunos. Se ele não o fizesse, não haveria continuidade de geração em geração. Sem talmidim (discípulos), o estudo da Torah e o conhecimento do bem desapareceriam em uma passagem de geração, e a próxima geração cairia em apostasia. A função de um rabino era a de formar talmidim (discípulos) que por sua vez se tornariam professores e formariam outros discípulos, para que a Torah não seperdesse.

III – Fazer uma Cerca para a Torah: A tarefa de um rabino era a de proteger a Torah, ou seja, proteger os mandamentos para que o povo não caísse em pecado. Por exemplo, para que uma pessoa não cometesse adultério, os sábios fizeram uma cerca, dizendo que um homem não deveria ficar sozinho com uma mulher que não fosse sua esposa, para que não caísse na tentação do adultério. Alguns dizem que Ieshua condenou o princípio da cerca, mas na realidade o que Ieshua condenou foi o excessivo legalismo, e o peso que havia nos exageros sobre as leis de cerca. Como em tudo na vida, o ser humano tem a tendência a cometer exageros, e as leis de cerca, que eram um conceito válido e muito interessante, tornaram-se um peso muito grande.

Em seu ministério, Ieshua foi um rabino completo, cumprindo os três critérios acima. Ele foi deliberado em sue julgamento, tomando decisões brilhantes a respeito da interpretação da Torah. Ele formou muitos talmidim (discípulos), mais do que qualquer outro rabino jamais o fez. Além dos Doze Apóstolos, ele tinha centenas de alunos devotos, e milhares de pessoas que ouviam aos seus ensinamentos. Ele fez cercas para a Torah, por exemplo quando disse que alguém que sequer olha para uma mulher com desejo já cometeu com ela adultério no coração. Ou quando disse para não fazermos juramentos, mas que o nosso sim seja sim e o não seja não. Nestes dois exemplos, ele fez cercas para os mandamentos de adultério, e para alguns mandamentos relacionados ao falar (i.e. não levantar falso testemunho, leis acerca de juramentos, não tomar o nome de D-us em vão, etc.). Vemos então que Ieshua era um rabino completo.

7 – ENTENDENDO AS PALAVRAS DO RABINO IESHUA

Quando começamos a estudar os ensinamentos e metodologias de ensino dos primeiros rabinos, fazemos uma descoberta fantástica. Logo percebemos que muitas das palavras e ensinamentos de Ieshua refletem os ensinamentos de outros rabinos anteriores ou contemporâneos a ele. A metodologia, hermenêutica, argumentação, pressuposições teológicas, e até mesmo os assuntos abordados nos ensinamentos de Ieshua são fundamentalmente rabínicos. Até mesmo a sua forma de ensinar utilizando parábolas era um método de ensino comum no Primeiro Século. Muitas de suas parábolas são derivadas de parábolas de outros rabinos anteriores a ele, que Ieshua aproveitou e/ou reformulou para transmitir Sua mensagem. Em poucas palavras, como rabino, ele utilizou as ferramentas de um rabino para transmitir Suas idéias. Ele utilizou tanto técnicas rabínicas quanto materiais rabínicos, tal qual já demonstramos brevemente no segundo artigo desta série. A literatura judaica nos permite comparar Suas palavras com as palavras dos rabinos que vieram antes dEle, ou mesmo dos rabinos contemporâneos a Ele. Assim, conseguimos compreender melhor algumas expressões idiomáticas obscuras e elementos do estilo judaico que Ieshua empregou, ao fazermos tais comparações. Através da literatura judaica, conseguimos entender melhor os pontos de conflito entre Ieshua e o sistema do Judaísmo que existia no Primeiro Século. E o melhor de tudo é que, conseqüentemente, conseguimos entender melhor a Ieshua e à Sua mensagem, dentro do seu contexto original.

8 – CONCLUSÃO

Ieshua é um rabino. Seus ensinamentos são fundamentalmente rabínicos. Para entendermos melhor quem Ele foi e o que Ele ensinou, é necessário explorarmos o material e as metodologias rabínicas de Sua época.

Extraído da internet; autor Sha’ul Bentsion Ben Avraham

(Baseado em diversas fontes da Internet)

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